A PREFEITURA DE ARACAJU TEM ROSTO DE MULHER

(*) Nubem Bomfim

Em Sergipe 14 prefeituras são administradas por mulheres e na eleição de 2020, nos municípios de; Capela, Japaratuba, Lagarto, Monte Alegre, Riachão do Dantas e São Francisco) as prefeitas foram reeleitas para o cargo.  Aracaju nunca elegeu uma mulher para gerir o município, mas em 2024 isso vai mudar. A Prefeitura de Aracaju será administrada, a partir de 1º. de janeiro de 2025, por uma mulher, formada em Direito, que atua na política sergipana, com mandato eletivo ou que exerça cargo na administração direta, como Secretária de Estado.

Segundo a última pesquisa do PoderData – Divisão de Pesquisas do Site Poder360, Danielle Garcia lidera a sucessão municipal de Aracaju com 32 pontos, contra Emília Correia que aparece em 2º. lugar com 24 pontos, 8 a menos.

Danielle e Emília tem semelhanças na vida profissional e na carreia política. As duas são formadas em Direito e ambas têm a ambição natural pelo poder e compartilham  um perfil ideológico de centro-direita/direita. A primeira, é delegada de Polícia Civil e atualmente exerce o cargo de Secretária Especial de Política para as Mulheres do Estado de Sergipe. A segunda, é defensora pública, aposentada, e está em seu 2º. mandato de vereadora de Aracaju.

De acordo com a Constituição Federal, Danielle, na condição de delegada da Polícia Judiciária, é garantidora de Direitos, (mandamento implícito do Estado Democrático) e a defensora pública, Emília Correia, aposentada, sempre desempenhou um papel essencial à Administração da Justiça, na proteção dos direitos e no julgamento justo.

As duas, Danielle e Emília, desejam a cadeira que hoje é ocupada por Edvaldo Nogueira. Por enquanto, elas estão dando voltas e no próximo ano quem for mais ágil e tiver mais votos, conseguirá a vaga inédita de prefeita de Aracaju. Somente uma vai se sentar na cadeira e dirigir os destinos da capital, enquanto a outra vai sobrar na disputa e se preparar para a Maratona de 2026, eleições gerais.

Danielle vem de 2 derrotas seguidas nas eleições de 2020 (Prefeitura de Aracaju) e 2022 (Senado Federal). Porém, as duas performances de Dani nas urnas fortaleceram seu nome e ampliaram suas bases eleitorais, na capital e no interior.  Emília vem de 2 vitórias seguidas para vereadora, (2016, 2020) e uma derrota em 2018 para a Câmara Federal, mesmo com a 6ª. Colocação Geral, (52.921 votos). Faltaram os votos da legenda, porém Emília ganhou musculatura política e foi lançada pré-candidata a vice-governadora de Valmir de Francisquinho em 2022. A candidatura de Valmir foi impugnada pelo TRE-SE e Emília não concorreu a nenhum outro cargo eletivo no ano passado.

MUDANÇAS DE DANI E EMÍLIA

Dani Garcia mudou o figurino, deu uma repaginada na sua vida política, trocou o colete à prova de balas e o coldre por um largo sorriso e discurso em defesa dos direitos da mulher. Aprendeu a lição básica de que Política se faz com grupo e não isoladamente.

Numa outra vertente, Emília, põe a toga de opositora ferrenha do prefeito Edvaldo Nogueira, incorpora o discurso inflamado em defesa do cidadão mais carente, tem um nome forte na periferia, todavia, ainda aposta na política do “Mal me quer, Bem me quer”.  Se ela iniciar novas conversas políticas, ampliar seu horizonte e integrar um agrupamento forte pode se tornar uma candidata difícil de ser superada nas urnas.

Então, os homens que me perdoem. Ou Dani ou Emília será a futura prefeita de Aracaju.

(*) Nubem Bomfim é Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Pós-Graduado em Jornalismo Político pela UERJ.

 

 

Redação EmSergipe

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