Crise da Cruise: GM processa cidade de São Francisco

A General Motors (GM) está processando a cidade de São Francisco, nos Estados Unidos. A empresa, da qual a Cruise é subsidiária, alega que pagou impostos e penalidades injustas para manutenção das operações dos veículos autônomos.

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A GM cobra das autoridades US$ 121 milhões, cerca de R$ 560 milhões. Segundo a empresa, foram pagos à cidade de São Francisco US$ 108 milhões em impostos municipais, além de US$ 13 milhões em juros.

A montadora argumenta que tem um baixo número de vendas na cidade, além de não possuir locais físicos, como fábricas ou concessionárias. Dessa forma, o pagamento dos tributos seria desproporcional.

No processo, que foi apresentado ao Tribunal Superior da Califórnia e ao Condado de São Francisco, a General Motors ainda alega que as suas operações não são compartilhadas com a Cruise, e que as duas empresas tinham um acordo para atuar “à distância”. As informações são da Electrek.

Crise da Cruise

O Departamento de Veículos Motorizados da Califórnia decidiu suspender temporariamente as operações da Cruise após o atropelamento de um pedestre. O caso ocorreu no dia 2 de outubro, em São Francisco, nos Estados Unidos.

De acordo com a empresa, “um veículo conduzido por humanos atingiu a pedestre enquanto trafegava na pista imediatamente à esquerda de um veículo autônomo”. Ainda segundo o comunicado divulgado, o impacto teria sido tão grande que lançou a mulher contra o robotáxi.

Depois disso, a Cruise suspendeu sua frota também nos estados do Arizona, Flórida e Texas enquanto reavalia os protocolos de segurança. Ela também interrompeu a produção dos ônibus Cruise Origin totalmente sem motorista.

E mais recentemente, anunciou o recall de 950 veículos, reconhecendo que, em determinadas situações, o sistema de direção autônoma interpreta equivocadamente o acidente como uma colisão lateral, ordenando que o veículo encoste na lateral da pista em vez de permanecer parado. Nesses casos, há risco de atropelamento.

Além de todos esses problemas, a Cruise está sendo alvo de uma investigação da Administração Nacional de Segurança de Tráfego Rodoviário dos Estados Unidos para determinar se a Cruise tem adotado as medidas de segurança adequadas para o oferecimento do serviço. Em dezembro do ano passado, o mesmo órgão anunciou que iria apurar relatos de que os robotáxis “podem se envolver em frenagens bruscas inadequadas ou ficar imobilizados”.

Para piorar, ambos os fundadores da Cruise, Kyle Vogt e Daniel Kan, renunciaram aos cargos de CEOs. E mais recentemente, a companhia decidiu demitir nove executivos considerados figuras-chave.

Robotáxi da Cruise
(Imagem: Iv-olga / Shutterstock)

Longo histórico de ocorrências envolvendo os veículos autônomos

  • A suspensão das licenças dos robotáxis na Califórnia foi tomada após um longo histórico de problemas.
  • Em agosto, um Cruise colidiu com um caminhão de bombeiros, deixando uma pessoa ferida.
  • Após o acidente, a empresa reduziu pela metade o número de veículos na cidade.
  • Uma semana antes desse caso, a Comissão de Serviços Públicos da Califórnia votou para permitir serviços pagos de robotáxi 24 horas por dia, 7 dias por semana em São Francisco.
  • A medida, no entanto, causou divergências.
  • Algumas autoridades municipais e moradores da cidade citam os recorrentes acidentes envolvendo os carros autônomos.
  • Segundo um levantamento dos bombeiros de São Francisco, veículos com a tecnologia interferiram em pelo menos 66 ocorrências desde maio de 2022.
  • A corporação observa que os carros autônomos já invadiram cenas de ocorrências policiais, bloquearam cruzamentos e obstruíram a passagem de veículos de emergência.

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