ESTUDO DA FAMIVITA TRAZ DADOS SOBRE O AUTISMO NA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL

Um estudo realizado pela Famivita sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) na região Nordeste do Brasil trouxe mais informações sobre o conhecimento e a conscientização da população sobre o autismo. A iniciativa busca destacar a necessidade de maior informação e sensibilização envolvendo  o TEA.

Entre os dados registrados figuram, por exemplo, que no Ceará 87% das pessoas têm conhecimento de que os sinais do autismo podem ser observados desde o início da infância; 61% das pessoas entrevistadas estão cientes de que há pelo menos 2 milhões de autistas no Brasil; 75% das pessoas entrevistadas conhecem pelo menos uma pessoa com autismo.

Em Pernambuco, os números são igualmente significativos: 88% das pessoas têm conhecimento de que os sinais do autismo podem ser observados desde o início da infância; 69% das pessoas entrevistadas estão cientes de que há pelo menos 2 milhões de autistas no Brasil; 73% das pessoas entrevistadas conhecem pelo menos uma pessoa com autismo.

Discrepância 

Entretanto, o estudo também mostrou uma discrepância significativa entre homens e mulheres em relação ao conhecimento sobre o autismo no Brasil. Enquanto 84% das mulheres sabem que os sinais do autismo se manifestam desde a infância, apenas 69% dos homens têm essa informação. A conscientização acerca da quantidade de autistas no país também é menor entre os homens (62% contra 43%), assim como o fato de conhecerem pelo menos uma pessoa com autismo (67% das mulheres e 54% dos homens).

Vale lembrar que o Brasil tem uma lacuna de dados sobre o autismo. Até o momento, há apenas um estudo piloto, acerca da prevalência no país, realizado em 2011 em Atibaia (SP), que apontou 1 autista para cada 367 habitantes.

Para melhorar essa situação, o Censo do IBGE de 2022 incluiu o autismo nas estatísticas pela primeira vez, com o objetivo de mapear o número de pessoas com o Transtorno.

Espera-se que o aumento da informação e da conscientização sobre o TEA levará a mais investimentos em pesquisa, diagnósticos mais precisos, maior envolvimento de profissionais de saúde, escolas mais preparadas para receber autistas, resultando em uma melhor qualidade de vida para aqueles que vivem com o Transtorno do Espectro Autista.

O TEA é um distúrbio caracterizado por dificuldades na interação social, deficiências verbais e comportamentos restritos e repetitivos. A Organização Mundial da Saúde estima que aproximadamente 70 milhões de pessoas em todo o mundo tenham TEA, com sinais frequentemente aparecendo nos primeiros cinco anos de vida.

Imagem: Internet
Por: Assessoria

Redação EmSergipe

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