Humaitá: por dentro do submarino brasileiro ‘meio’ elétrico

A Marinha do Brasil lança oficialmente o submarino “Humaitá”, o segundo de quatro com propulsão diesel-elétrica da Classe “Riachuelo”, na manhã desta sexta-feira (12). A embarcação faz parte do Prosub (Programa de Desenvolvimento de Submarinos), em parceria com o governo da França, cujo objetivo é fortalecer a frota naval brasileira.

Para quem tem pressa:

  • A Marinha do Brasil lança oficialmente o submarino “Humaitá”, o segundo da Classe “Riachuelo”, movido a propulsão diesel-elétrica, como parte do Prosub, programa de desenvolvimento de submarinos em parceria com a França, na manhã desta sexta-feira (12);
  • Construído desde 2008 no Complexo Naval e Industrial de Itaguaí, no Rio de Janeiro, o “Humaitá” tem 71,6 metros de comprimento e pode acomodar até 35 pessoas. Este submarino representa um avanço significativo em comparação com os submarinos mais antigos da classe Tupi;
  • Capaz de deslocar 1.870 toneladas quando submerso e alcançar velocidades de cerca de 37 km/h, o “Humaitá” possui capacidade de operação prolongada, podendo ficar submerso por até cinco dias;
  • Equipado com tecnologia avançada para combate, o submarino inclui sensores acústicos, radares e sistemas de guerra eletrônica. Baseado no modelo francês Scorpene, foi adaptado às necessidades específicas da costa brasileira;
  • O “Humaitá” já está em águas brasileiras desde março de 2023, após ter passado por testes rigorosos. O Prosub também envolve o desenvolvimento de um submarino de propulsão nuclear, o SN-BR.

Raio-x do submarino brasileiro

O “Humaitá” – em construção desde 2008 no Complexo Naval e Industrial de Itaguaí (CNI), no Rio de Janeiro – tem números impressionantes, conforme publicado pela CNN Brasil. O submarino da Classe “Riachuelo” tem 71,6 metros de comprimento e capacidade para acomodar até 35 pessoas. Ele representa uma evolução significativa em relação aos submarinos mais antigos da classe Tupi, adquiridos da Alemanha nos anos 1980.

Leia mais:

Este submarino pode deslocar até 1.870 toneladas quando submerso e alcançar velocidades de cerca de 37 km/h. A embarcação tem capacidade de operação prolongada, podendo permanecer submerso por até cinco dias sem necessidade de emergir.

O “Humaitá” está equipado com tecnologia de ponta para situações de combate. Entram aqui: sensores acústicos, radares, sistemas de guerra eletrônica e capacidade para lançar torpedos, mísseis antinavio e minas.

Embora baseado no modelo francês Scorpene, o submarino brasileiro foi adaptado para atender às necessidades específicas de navegação na extensa costa brasileira. Essa adaptação garantiu tempo de operação contínua maior do que o modelo original.

Apesar de sua inclusão oficial na frota naval brasileira, o “Humaitá” já está em águas brasileiras desde março de 2023. A embarcação passou por testes rigorosos, fundamentais para avaliar a segurança do submarino e a prontidão da tripulação, conforme destacado pela Marinha.

Outro submarino

O Prosub também inclui o desenvolvimento de um submarino de propulsão nuclear, o SN-BR. Este representa um desafio tecnológico significativo, pois será desenvolvido sem a transferência de tecnologia nuclear francesa.

O SN-BR, projeto mais ambicioso, difere dos submarinos convencionais por sua capacidade de operar por tempo indeterminado. O projeto tem desafios orçamentários, técnicos e restrições internacionais.

O programa, iniciado em 2008, é uma parceria entre Brasil e França, com um investimento total previsto de R$ 37,1 bilhões. Além dos submarinos, o programa contempla a construção de infraestrutura necessária para operação e manutenção dos navios.

O post Humaitá: por dentro do submarino brasileiro ‘meio’ elétrico apareceu primeiro em Olhar Digital.

admin

admin

Deixe uma resposta