As contas do governo central, que engloba Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registraram um superávit de R$ 84,9 bilhões em janeiro de 2025, informou o Tesouro nesta quinta-feira (27).
O número representa uma alta nominal de 6,8% em relação ao ano passado, quando foi observado um superávit primário de R$ 79,3 bilhões (descontada a inflação do período).
É o terceiro melhor resultado para o mês desde 2022, quando o resultado foi R$ 88,7 bilhões, e 2023, quando o valor foi de R$ 86,3 bilhões em valores reais, descontada a alta da inflação.
O superávit do mês ficou acima da mediana das expectativas da pesquisa Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que apontava para um superávit de R$ 83,4 bilhões.
Os dados do Tesouro também apontam para um rombo de R$ 42,2 bilhões no acumulado em doze meses, equivalente a 0,32% do PIB.
Segundo os dados, os números do Tesouro Nacional e o Banco Central foram superavitários em R$ 104,5 bilhões, enquanto a Previdência Social (RGPS) apresentou um déficit de R$ 19,6 bilhões. Comparado a janeiro de 2024, o resultado primário observado decorreu da combinação de um acréscimo real de 3,7% (R$ 9,1 bilhões) da receita líquida e de um aumento de 4,4% (R$ 7,3 bilhões) das despesas totais.
Os dados divulgados nesta quinta também apontam para o crescimento de 9,2% nas despesas.
De acordo com o Tesouro, em janeiro de 2025, a despesa total apresentou aumento de R$ 7,3 bilhões (4,4%) em termos reais, se comparado ao mesmo mês de 2024.
As principais variações foram: – Benefícios Previdenciários – aumento de R$ 1,7 bilhão – Pessoal e Encargos Sociais – redução de R$ 1,4 bilhão – Benefícios de Prestação Continuada da LOAS/RMV – aumento de R$ 1,3 bilhão – Fundeb – Complementação da União – aumento de R$ 2,0 bilhões – Despesas do Poder Executivo Sujeitas à Programação Fin. – aumento de R$ 3,4 bilhões.
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CNN Brasil