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ONU lança investigação sobre ataque que matou funcionário em Rafah

A Organização das Nações Unidas deu início à investigação sobre um ataque não identificado a um carro da ONU em Rafah, na segunda-feira (13), que levou à primeira morte de um integrante da equipe internacional da entidade desde 7 de outubro, afirmou um porta-voz do secretariado-geral nesta quarta-feira (15).

Por Em Sergipe

15/05/2024 às 07:06:29 - Atualizado há

A Organização das Nações Unidas deu início à investigação sobre um ataque não identificado a um carro da ONU em Rafah, na segunda-feira (13), que levou à primeira morte de um integrante da equipe internacional da entidade desde 7 de outubro, afirmou um porta-voz do secretariado-geral nesta quarta-feira (15).

O funcionário, um militar reformado da Índia chamado Waibhav Anil Kale, trabalhava no Departamento de Segurança e Proteção da ONU e no momento do ataque estava a caminho de um hospital em Rafah com um colega, que ficou ferido.

O Ministério de Relações Exteriores da Índia afirmou que sua missão diplomática estava "em contato com autoridades relevantes" para discutir a investigação, e que esperava conseguir trazer o corpo de Kale de volta para casa.

A operação militar de Israel tem cercado Rafah, na parte sul da Faixa de Gaza, onde mais de 1 milhão de palestinos buscaram abrigo desde o início do conflito. Ao mesmo tempo, as forças armadas israelenses retomaram os ataques à parte norte do enclave nessa terça-feira (14), em um dos momentos mais violentos desde o início da guerra.

Aliados internacionais de Israel e grupos de ajuda humanitária têm avisado que são contrários a uma incursão terrestre sobre Rafah, onde há uma concentração de migrantes internos palestinos e, segundo Israel, também quatro batalhões do Hamas. As autoridades israelenses afirmam que precisam liquidar os combatentes que restam do grupo.

Num pronunciamento na segunda-feira (13), após a morte de Kale, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, reiterou o "apelo urgente para um cessar fogo humanitário imediato e pela libertação de todos os reféns", afirmando que o conflito em Gaza continua tendo impactos graves "não apenas para civis, mas também quem trabalha com a ajuda humanitária".

As autoridades de saúde palestinas afirmam que a operação israelense causou a morte de mais de 35 mil pessoas desde o dia 7 de outubro e levou a maioria dos 2,3 milhões de moradores da região a deixar suas casas.

Na terça-feira (14), o porta voz do secretariado-geral da ONU, Farhan Haq, afirmou que a entidade criou um painel para definir os responsáveis pelo ataque.

"A investigação ainda está em fase preliminar e os detalhes sobre o incidente ainda estão sendo verificados com a Força de Defesa Israelense", afirmou Haq. Ele ainda afirmou que há 71 trabalhadores da equipe internacional da ONU em Gaza atualmente.

Israel ordenou a evacuação de partes de Rafah nos últimos dias. A principal agência da ONU trabalhando na ajuda humanitária estima que mais de 450 mil pessoas tenham deixado a cidade desde o dia 6 de maio. Mais de 1 milhão de palestinos haviam buscado refúgio na região.

Fonte: CNN Brasil
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