TESTE DE GLICEMIA VIA SALIVA PODE REVOLUCIONAR COTIDIANO DE DIABÉTICOS

Cientistas do Canadá e dos Estados Unidos desenvolveram um protótipo de dispositivo doméstico que promete transformar o cotidiano dos diabéticos. Esse novo aparelho mede os níveis de glicose no sangue por meio de amostras de saliva, uma alternativa menos invasiva comparada aos tradicionais testes de picada de dedo.

Pesquisadores da Université de Sherbrooke, no Quebec, e da empresa Colgate-Palmolive, em Nova Jersey, utilizaram um biossensor baseado em aptâmero eletroquímico (E-AB), que já é conhecido na área médica. Este dispositivo contém uma peça de DNA especialmente projetada, chamada aptâmero, que se liga a um biomarcador alvo em uma amostra, produzindo um sinal eletroquímico mensurável.

 

Como funciona a nova medição de glicose pela saliva

Normalmente, os aptâmeros usados em biossensores E-AB não são sensíveis o suficiente para detectar glicose na saliva de forma confiável. Para contornar esse desafio, o professor assistente Philippe Dauphin-Ducharme, da U Sherbrooke, e sua equipe aprimoraram a sensibilidade dos aptâmeros que já se mostraram eficazes na medição dos níveis de glicose no sangue.

Esses aptâmeros reengenharia foram montados em um eletrodo de ouro dentro de um biossensor E-AB. O dispositivo foi testado com sucesso em saliva de um grupo de indivíduos, fornecendo leituras precisas das concentrações de glicose em apenas 30 segundos. Além disso, o sensor manteve sua sensibilidade por até uma semana, desde que lavado e armazenado em solução salina tampão de fosfato após cada uso.

A tecnologia tem potencial para detectar outros biomarcadores, utilizando diferentes aptâmeros. Os cientistas até criaram uma versão alternativa do dispositivo que mediu com precisão os níveis de AMP (adenosina monofosfato) na saliva, um biomarcador associado à doença periodontal. Este avanço representa um grande passo para simplificar e tornar mais confortável o monitoramento da diabetes e de outras condições de saúde.

 

Imagem: Syda Productions/Shutterstock
Por: Bruno Ignacio de Lima
Fonte: Olhar Digital

Redação EmSergipe

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