Polícia Geral

Delegado da PF inseriu provas falsas na investigação contra ex-ministro de Bolsonaro

Delegado da PF Bruno Calandrini, √© indiciado por abuso de autoridade em investigação sobre liberação de verbas do MEC. O delegado tamb√©m est√° envolvido em operação contra o ex-ministro Paulo Gedes.

Por Em Sergipe

01/04/2024 às 17:46:06 - Atualizado h√°

O delegado da Pol√≠cia Federal Bruno Calandrini, encarregado da operação que investigou a liberação irregular de verbas do Ministério da Educação durante o governo Bolsonaro, foi indiciado por abuso de autoridade. Segundo o relatório conclusivo da investigação, Calandrini admitiu a inclusão de informações falsas no caso e realizou entrevistas com funcion√°rios p√ļblicos sem autorização, visando uma suposta investigação sobre o envolvimento de policiais. Ele ser√° responsabilizado por abuso de autoridade, prevaricação e inserção de dados falsos.

O relatório aponta ainda que o delegado desrespeitou o processo regular de investigação envolvendo policiais federais em poss√≠veis crimes, mantendo a investigação em sigilo sem justificativa aparente. Isso contrariou o protocolo padrão, que inclui a instauração de um inquérito policial pela Corregedoria de Pol√≠cia, a comunicação ao Ministério P√ļblico e a designação de um membro para acompanhar a investigação.

Depoimentos de importantes figuras, como João Batista Silva Barbosa, Diretor de Administração Penitenci√°ria, Vinicius Ara√ļjo de Lima, delegado da Pol√≠cia Federal, Samuelson Yoiti Igaki, Secret√°rio de Estado de Administração P√ļblica, e Carlos Olavo Silveira, Diretor de Intelig√™ncia da SEAP, foram exclu√≠dos dos registros investigativos, segundo informações divulgadas pelos jornais. Eles ocupavam seus cargos na época da prisão do ex-ministro e, segundo Calandrini, teriam contribu√≠do para a libertação de Milton Ribeiro da detenção.

A prisão preventiva do ex-ministro Milton Ribeiro ocorreu no âmbito da Operação Acesso Pago, em junho de 2022, mas ele foi solto no dia seguinte. A decisão de soltura atendeu a um habeas corpus apresentado pela defesa do ex-ministro, argumentando que Ribeiro não integrava mais o governo e que os fatos investigados não eram atuais. O desembargador Ney Bello ressaltou que não se justificava a prisão. Depois do pedido de prisão de Milton Ribeiro, foi constatado que o delegado tinha inserido provas falsas na investigação e foi denunciado ao MPF.

Fonte: Terça Livre
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