Política Eleições 2024

Partidos, filiados e problemas no afunilamento

"...esses em suposta maioria, estão correndo pra cima e pra baixo visitando as sedes dos partidos, gastando o cafezinho e a água gelada, sempre atentos às palavras dos coordenadores, para ver quem oferece a melhor condição pelo gesto da filiação."

Por Em Sergipe

25/03/2024 às 06:00:00 - Atualizado há

São poucos os que pretendem disputar uma cadeira no legislativo municipal de Aracaju e que já estão acomodados em suas legendas, há candidatos e candidatos, há os veteranos com base financeira e eleitoral consolidadas, cuja a condição de participação no pleito, não o faz depender de ninguém. Há os que se apresentam como liderança de bairro, para no momento oportuno negociar a renúncia e apoiar um candidato que aceite viabilizar um refrigério, e há os denominados marinheiros de primeira viagem, esses em suposta maioria, estão correndo pra cima e pra baixo visitando as sedes dos partidos, gastando o cafezinho e a água gelada, sempre atentos às palavras dos coordenadores, para ver quem oferece a melhor condição pelo gesto da filiação.

As promessas são sempre maravilhosas, e todos saem do bate-papo, conscientes de que se cumprirem 10% do que estão prometendo, já será de bom tamanho. Por outro lado, há os que não recebem promessa alguma, situação que remete desespero em razão do esgotamento do prazo de filiação.

O outro ponto intrigante, são as exigências dos novatos de que não desejam participar de "chapinhas", que possuam vereadores com mandato. O problema é que não há siglas em demasia com esse perfil, e o outro problema é que na madrugada do último dia para filiação, a lista é sempre alterada, amanhecendo no TRE com algumas surpresas nos nomes registrados.

Mas para formação das chapas, todos os partidos estão enfrentando problemas. Vejamos:

NANICOS > Enfrentam o problema de ainda nem saber que candidatura majoritária irá apoiar;

PCdoB > Não sabe ainda o que vai fazer. Se forem confirmados os boatos de que o partido atua sob a influência do prefeito Edvaldo, certamente irá até o fim, no enfrentamento com a candidata Candisse Carvalho. Caso isso não passe de boato, o partido continuará inerte, assistirá o médico Emerson Ferreira ser tratorado pelo senador Rogério Carvalho, e ao final oferecerá a ele uma candidatura para vereador.

PSOL > Com o lançamento, o partido cumpriu a missão de eliminar o projeto de candidatura da deputada linda brasil, hoje parece estar enfrentando o assédio do PT para que a advogada Niully Campos se torne vice de Candisse. Mas o PSOL deverá aguardar o apito final, que sairá do sopro do ex-presidente da OAB Henri Clay.

PT > O partido que vem enfrentando uma série de abalos, (divisão interna, reação da Federação, queda de aprovação do governo Lula, não engajamento da militância, e escassez de aliados para composição final da chapa), deu um freio para tentar arrumação, mas enquanto as crateras continuam abertas e se aprofundando, há informações de que foi criado um "grupo de trabalho", com a missão de encontrar um vice ou uma vice.

SOLIDARIEDADE > Em reconstrução no estado, este partido dificilmente conseguirá uma chapa de vereadores competitiva para Aracaju, mesmo que seja ofertado ao PT para filiar suas sobras, mesmo assim não conseguirá surpreender ninguém. Mas como o projeto do ex-deputado federal Valadares Filho, parece mirar 2026, a articulação de forma silenciosa por alguém que já conquistou três mandatos de deputado federal, poderá surtir o efeito desejado.

PL > Com a filiação da vereadora Emília Correa, o partido sai do casulo em que se encontrava e coloca a cara na janela, e sai do casulo para a janela, exatamente porque conseguiu filiar a pré-candidata que lidera a intenção de votos até o presente momento, sendo que, a partir de agora a vereadora Emília, que na visão de muitos, estava se mostrando arredia no tocante a um entendimento com Edivam Amorim, lastreada pelo discurso de que não desejava fazer política ao lado de velhas raposas, vai agora ter que desmontar esse discurso. O outro obstáculo que precisará eliminar, é a acusação de que ela esbanja dubiedade quando se trata de se assumir como bolsonarista

PDT > Aqui o problema reside em duas frentes, alguns pré-candidatos eliminaram o PDT da opção de filiação, uns por conta de que o prefeito está montando uma seleção de candidatos estruturados em todos os sentidos, e que são da intimidade dele, tipo os vereadores professor Bittencourt e Vinicius Porto, os ex-vereadores Fábio Meireles e Conceição Vieira, a secretária Waneska Barbosa e por aí vai. Outros se distanciam por não acreditarem que o prefeito Edvaldo Nogueira consiga fazer o candidato majoritário dele deslanchar. A seleção de Nogueira pode afastar mais pretendentes.

PSB > Esse navega sossegado, transitando fora do alcance do radar, enquanto a cidade dorme, os articuladores Zezinho Sobral, Augusto Bezerra e Cláudio Mitidieri trabalham para formar um time que possa fazer 3 vereadores, reuniões constantes e promessas tentadoras é o cardápio da semana inteira.

PP > Está colocando em prática a decisão de fortalecer o nome do vereador Fabiano Oliveira, para chegar com força na reunião de líderes que decidirá sobre as candidaturas que serão avalizadas pelo agrupamento governista, embora rechaçada pelo partido e pelo pré-candidato, a vaga de vice parece ter o figurino adequado para o momento, mas se nada disso vingar, a reeleição de Fabiano estará mais que assegurada.

MDB > Após o alvoroço da filiação da delegada Danielle Garcia, houve uma notável desaceleração, sem qualquer sinal externo de pré-campanha. Não se sabe ainda qual o motivo real dessa desaceleração. Especulam que Danielle percebeu um certo descumprimento da palavra do senador Alessandro de que não iria interferir na campanha dela, e logo após a filiação começou a dar declarações, vista por ela como desnecessárias. Outros afirmam que informações surgidas sobre um suposto acordo para que ela se torne vice de Luiz Roberto, a incomodou bastante.

UNIÃO BRASIL > Aqui o problema é maior que qualquer solução que possa ser encontrada, é voz corrente de que a pré-campanha do partido, é a mais vistosa e com agenda bastante movimentada, isso associado ao surpreendente desempenho da jovem Yandra Moura, está gerando uma situação de dificuldade pela falta de sigla para abrigar a todos que estão procurando a legenda. Comenta-se que o União já conseguiu o apoio de mais 3 legendas, mas que mesmo assim, há pré-candidatos pra mais 3 siglas. Terão que se virar para encontrar onde abrigar esses apoiadores.

PSD > Aqui deixamos por último, porque se alguém quiser comprar problemas, o PSD tem pra dar e vender (risos). Natural num partido que é na prática comandado pelo homem que tem o controle do diário oficial e da caneta que assina os Atos de nomeação e exoneração. Mas para não preencher tres ou quatro páginas, vamos fazer um resumo com os principais problemas: O primeiro deles, já ressaltado pelo ex-governador Belivaldo, foi a equivocada forma de conduzir a escolha do candidato situacionista; Segundo pela pluralidade de pré-candidaturas existente no agrupamento; Terceiro pela forma não republicana como recepcionou a indicação do presidente nacional da sigla, para que a deputada Katarina Feitoza pudesse se apresentar como pré-candidata. Isso, exatamente no momento em que o governador estava estimulando o lançamento de uma pré candidatura de outro partido, no caso o MDB.

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